Biópsia – Citologia

Tanto a biópsia quanto a citologia possuem grande importância no diagnóstico do seu animal, pois é através deles que o veterinário terá conhecimento da natureza da doença, auxiliando-o na decisão do melhor tratamento em que o paciente será submetido e qual é o seu prognóstico em relação à doença.  Mas para entendermos melhor, vamos falar um pouco sobre cada procedimento:

# Citologia:

Este exame além de ser rápido e prático, não submete o animal a sedativos, pois, ao contrário do que muitos proprietários pensam, este método é indolor e não causa nenhum estresse (uma vez que o tumor não apresenta inervações e o único incômodo que o animal pode sentir é da agulha perfurando a pele).

A aspiração por agulha fina é o método mais comumente usado nas clínicas veterinárias, onde é feita a avaliação das células das massas tumorais, linfonodos e órgãos internos. Ela é muito útil na hora de diferenciar uma inflamação da neoplasia.

Antes de iniciar o procedimento, a região é devidamente preparada e limpa para que não ocorram interferências no resultado do exame. Em seguida, introduzimos a agulha no tumor para coletarmos o material que será exposto em lâminas para depois serem corados e avaliados pelo médico veterinário no microscópio. A foto abaixo mostra de maneira mais clara a forma como o procedimento é realizado:

5

Fonte: Citologia Clínica

Dentro da citologia, nós encontramos também o método de “Esfoliação” e “Centrifugação de fluidos corporais”, porém, ambas as técnicas são utilizadas para outros diagnósticos que não são da área de Oncologia.

# Biópsia:

                A biópsia é um exame que permite ao médico veterinário, analisar os componentes celulares, sua arquitetura e seu relacionamento com os tecidos ao redor (mostrando o grau de malignidade do tumor). Dentre as técnicas utilizadas para coletar o material, nós podemos encontrar a biópsia com:

  • Agulha “tru-cut” que é usada em casos de neoplasias de tecidos moles (ex: tecido conjuntivo, epitelial e muscular) e para órgãos internos como, por exemplo, rins e fígado, mas sempre com o auxílio do ultrassom. O paciente será submetido a uma sedação leve para não gerar estresse e nem dor.

2

Fonte: Vail & Withrow, 2007

  • Agulha “Jamshidi” serve para coletar material ósseo em casos de neoplasia como, por exemplo, o osteossarcoma. Nesta técnica, é necessário que o animal esteja sob anestesia geral.

3

Fonte: Vail & Withrow, 2007

  • Punch para realizar biópsia de pele e tecidos moles superficiais. É um procedimento fácil e rápido, sendo necessário apena o uso de anestésico local (Lidocaína) e o paciente levará apenas um ou dois pontos de sutura no local em que a biópsia foi realizada.

4

 Fonte: Vail & Withrow, 2007

Pode-se realizar também a biópsia incisional que consiste na remoção parcial do tumor e é utilizada principalmente em casos onde a lesão é bastante ulcerada ou necrótica e que a citologia e/ou biópsia não produziram material necessário.

A biópsia excisional, a mais comumente utilizada em medicina veterinária, é realizada quando o tratamento não seria alterado devido ao conhecimento do tipo de tumor que está acometendo o animal (exemplos: tumores “benignos” de pele, massas solitárias no pulmão e baço, etc), servindo assim, como um exame terapêutico. A exceção ocorre quando o tumor presente é maligno como nos casos de neoplasia mamária, onde, independentemente dele ser benigno ou maligno, este será removido com uma margem de segurança de aproximadamente 3 cm de cada lado para evitar recorrência.

5

Fonte: Vail & Withrow, 2007

Após a coleta, o material será acondicionado em um frasco de boca larga com formol a 10% para realizar a fixação do material. Alguns casos, como por exemplo, o tumor de mama, é feito a marcação das extremidades para o patologista avaliar se a margem cirúrgica foi realizada corretamente.

Autora: Alessandra Augusto

Fonte:

  1. Lab&Vet. Citologia Clínica. Disponível em: <http://www.labvet.com.br/html/conteudo_informacoes_citologia.htm> Acessado no dia 18 de agosto de 2013.
  2. MORRIS, Joanna; DOBSON, Jane. Oncologia em Pequenos Animais. 1ª edição. São Paulo: Roca, 2007.
  3. Servicio de Anatomía Patológica Veterinaria. Biopsia de hueso. Disponível em: <http://histopat.blogspot.com.br/2012/10/biopsia-de-hueso.html> Acessado no dia 17 de agosto de 2013.
  4. WITHROW, Stephen J.; VAIL, David M. Small Animal Clinical Oncology. 4ª edição. Saunders, 2006.